Rússia e China rejeitam proposta da ONU para um cessar-fogo em Aleppo

A Rússia e a China optaram por não acolher, nesta segunda-feira (05/12), a proposta de cessar-fogo sugerida pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, a ONU. A resolução determinava uma suspensão de sete dias para os conflitos na cidade síria de Aleppo, alvo de constantes bombardeios nas últimas semanas. Tanto a Rússia quanto a China são membros-permanentes do Conselho de Segurança e fizeram uso do poder de veto para recusar a proposta.

O texto da resolução, que foi apresentado pelo Egito, Nova Zelândia e Espanha, obteve ao todo 11 votos favoráveis. A Venezuela também rejeitou o cessar-fogo, enquanto a Angola preferiu abster-se da votação. O acordo para a suspensão dos conflitos na região previa a possibilidade de prorrogações adicionais de sete dias e exigia acesso seguro para o auxílio humanitário das Nações Unidas aos sírios que ainda permanecem em Aleppo.

Essa é a quinta resolução proposta pela ONU a ser anulada pela Rússia, poderosa aliada do ditador sírio Bashar al-Assad, desde a eclosão do conflito em 2011. A China, de modo semelhante, usou quatro vezes seu poder de veto para barrar projetos no Conselho de Segurança da ONU.

Inviabilidade do cessar-fogo

De acordo com Sergey Lavrov, chanceler russo, o cessar-fogo atrapalharia as negociações de Washington e Moscou, atualmente em andamento em Aleppo. Além disso, Lavrov afirmou que a paralisação dos ataques poderia criar uma brecha para a possível reorganização e fortalecimento dos combatentes rebeldes na região. Por fim, o chanceler afirmou que um tempo maior de consultas, entre EUA e Rússia, é extremamente fundamental para uma resolução efetiva das tensões na Síria.

No sábado passado, a Rússia e os Estados Unidos haviam divulgado que estavam trabalhando em conjunto para uma retirada efetiva dos rebeldes do leste de Aleppo. Segundo a declaração, a medida permitirá um acesso seguro para a ajuda humanitária e uma volta da normalização da vida dos habitantes da região.

Os bombardeamentos em Aleppo têm preocupado intensamente a comunidade internacional, e desde o dia 26 de novembro causam a morte de dezenas de civis que se encontram confinados na cidade. No momento em que as forças de Bashar al-Assad avançam sobre o território oriental de Aleppo, os rebeldes acabaram atingindo um hospital russo da cidade, causando a morte de um médico e ferindo gravemente outros dois, segundo as informações de um porta-voz do Ministério de Defesa da Rússia.

Devido à intensidade do cerco imposto pelas forças de Assad a Aleppo, a cidade tem sofrido profundamente com a escassez de recursos. A falta de abastecimento vem provocando a escassez de água potável e de alimentos, além da carência de medicamentos e assistência médica.

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