Incidente de companhia aerea no transporte de menor

No fim de semana, circulou pela internet a imagem de um homem com a seguinte plaqueta “Gol: meu filho não é mala para ser extraviado”. Sim, você entendeu certo, a foto trata-se de Wanderson Romão, pai de um menino de 6 anos que ficou “perdido” ao embarcar no avião errado.
A criança, que possuía autorização legal para viajar sozinha entre São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, foi deixada pela mãe – Joyce, sob supervisão e acompanhamento dos funcionários da companhia aérea Gol, às 16hs deste domingo (04). Segundo a declaração de Romão, o menino estava munido de toda a documentação necessária para o embarque – passagens, identidade e o documento do Juíz autorizando-o a viajar; porém ele nem chegou a entrar na aeronave do voo 2160 (que saiu do Rio de Janeiro com destino à Vitória, no Espírito Santo, onde o pai reside). O que aconteceu foi que o menino acabou, de algum modo, viajando até Curitiba.
O desespero do pai foi relatado em sua página no facebook, onde fica claro o desamparo sentido pelos pais em relação ao sumiço do filho: após uma hora inteira da constatação do desaparecimento do menino, é que houve alguma confirmação de que ele realmente estava em Curitiba. Sem receber o auxílio necessário por parte da Gol e da Infraero, Romão acionou a Polícia Federal, no aeroporto de Vitória, para que assim o delegado fosse até a aeronave para afirmar com certeza que seu filho não estava lá. Passado o ocorrido, por fim, a criança retornou ao Rio de Janeiro e seu pai, que completava aniversário no dia 03, não passou-o com seu filho. Wanderson acusa a companhia de não cumprimento do acordo estabelecido na compra da passagem – já que uma taxa extra foi paga a fim de garantir que seu filho fosse acompanhado integralmente por um colaborador da companhia aérea.
Em nota ao Ig, a companhia, desculpando-se pelo ocorrido, escreveu que em todos os momentos o menor foi assistido por um funcionário da Gol, o que contrasta com o depoimento do pai de que, em nenhum momento, ocorreu qualquer contato por parte da empresa, para que, ao menos, falasse com seu filho e se assegurasse de que o menor estava em segurança. Ao comentar isso, Romão faz questão de enfatizar que havia um celular pendurado no pescoço do menino, sinalizando o descaso proveniente da empresa em relação ao ocorrido. A companhia garante, na nota, que “adotará medidas para evitar que situações como essa voltem a acontecer”.

Mais sobre essa notícia em: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2016-12-04/gol-perde-crianca-em-voo-para-vitoria.html

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