Luz no fim do túnel? Fevereiro traz bandeira verde para consumo de energia elétrica

Desde janeiro de 2015, um sistema implantado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) vêm comumente causando desconforto entre os consumidores de energia.

O sistema visa espelhar em conta o que a natureza transmite aos brados. Assim como um sinaleiro, as cores verde, amarelo e vermelho passaram a representar se o ambiente está favorável ou não ao consumo de energia elétrica. A energia depende e muito das usinas hidrelétricas e reservatórios de água distribuídos por vários pontos do país. Não é nenhuma novidade que o país está diante de uma perspectiva que assusta à muito tempo: Escassez de água. Embora o Brasil seja considerado uma potência hídrica, a má distribuição geográfica e gestão precária dos recursos em questão, fazem com que reservatórios em vários pontos estratégicos percam a eficácia por não serem abastecidos conforme a demanda. Com usinas hidrelétricas com perda significativa de capacidade devido a sua principal fonte de matéria-prima, resta apelar às usinas termelétricas, que têm como base a queima de combustíveis fósseis como óleo, carvão etc. O processo das termelétricas implica em aumento de gastos, que reflete no cliente final: O consumidor.

Com isso em vista, a Aneel criou um sistema que visa repassar os custos gerados da energia alternativa ao consumidor. Em suma, a tarifa de bandeira verde na conta de luz, significa que o consumidor irá pagar apenas a energia que consumiu durante o mês, sem nenhum tipo de acréscimo. A bandeira de cor amarela, tal como o semáforo, é sinônimo de alerta, os níveis das hidrelétricas provavelmente atingiram níveis críticos, e a capacidade de gerar energia está reduzida, gerando ao consumidor um acréscimo de R$1,50 para 100 Quilowatt-Hora. Já a bandeira vermelha significa custos significativos de energia elétrica, resultando em tarifas de R$3,00 para 100 Quilowatt-hora. Independente do consumo de energia do mês, as tarifas acima são aplicadas ao consumidor e às distribuidoras.

Com esses dados em mente, a notícia boa é: O excesso de chuva desde o começo de 2017 encheu os reservatórios de água, mantendo um bom nível para consumo. Desde o início do implante do sistema, a maioria dos meses mantinham a bandeira vermelha, devido às secas em geral. Porém, no final do ano de 2016, os bons ventos da mudança sopraram e trouxeram um presente inusitado: Água. É obvio que o mundo enfrenta mudanças profundas que impactam no meio ambiente, e água em excesso também pode ser desfavorável. Prova disso são as inundações e enchentes que andam assolando as cidades metropolitanas em geral. Porém com os reservatórios cheios, pode-se observar uma pequena luz no fim do túnel: Bandeira verde ao bolso do consumidor.

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