Construcap venceu licitação para construir novo hospital de Sorocaba e mais dois

Para a felicidade dos habitantes de Sorocaba, foi anunciada, pelo Governo de São Paulo, no dia 1 de julho de 2014, a empresa vencedora da licitação que envolvia não só a construção do novo hospital regional de Sorocaba, mas também a construção, na capital, do Pérola Byington (Hospital da Mulher), e da unidade de São José dos Campos. A responsável por essas dispendiosas obras, que exigiam investimentos de R$ 772 milhões, foi a Construcap CCPS Engenharia e Comércio S/A, que concorreu com outros dois consórcios pela licitação no modelo de Parceria Público-Privada (PPP). Desse modo, a assinatura do contrato ocorreu no prazo de até 60 dias, junto com o começo das referidas obras.

E a Construcap terá de enfrentar um grande desafio, já que o mesmo contrato estabeleceu um prazo de conclusão de até três anos. Na época, o Governo do Estado dizia, quanto à obra da unidade hospitalar de Sorocaba, que seria de um investimento de R$ 248,4 milhões, já incluindo aí tanto a obra civil quantos os projetos, tanto os mobiliários quanto os equipamentos médicos, e tanto a tecnologia de informação quanto a instrumentação cirúrgica e o transporte.

E talvez, à aquela altura, ainda impressionasse aos leigos o tamanho do investimento que teria de ser feito pela Construcap, não obstante, essa impressão só durava até que se compreendesse a dimensão do mesmo, afinal, esse segundo hospital regional de Sorocaba tinha de ser construído sobre uma área de 37 mil metros quadrados, que foi doação da Prefeitura, inclusive. E nesse novo hospital, situado em plena rodovia Raposo Tavares, na altura do km 106, pôde assim contar 250 leitos, sendo 96 deles para Unidade de Terapia Intensiva, comumente chamada pela sigla UTI. Além desses, também foram agraciados os moradores da cidade com dez salas cirúrgicas. Como não bastasse, somou-se a isso também um serviço completo de diagnóstico por imagem, um centro de pesquisa e ensino, e, por fim, um heliponto.

Após a construção do hospital, já estava determinado, através do contrato, que a Construcap não só o operaria por 20 anos, como também teria a responsabilidade de contratar os funcionários do setor operacional e também do setor administrativo. Porém, só esses mesmos, pois desde aquela época já estava certo de que a contratação da equipe médica e dos demais profissionais de saúde ficaria a cargo do governo do Estado.

Apesar de não terem sido divulgados os nomes dos consórcios que concorreram com a Construcap, o que se soube, ainda na época prévia à abertura dos envelopes, ocorrida no dia 28 de maio do mesmo ano, é que uma das duas empresas que perdeu os dois lotes da licitação, inconformada, entrou com recurso, o que levou obviamente à situação de atraso da finalização do processo. No entanto, tudo acabou saindo bem, tendo dito ainda o governo à época, numa matéria que foi divulgada pela imprensa oficial, que por meio do processo de PPP, o custeio dos serviços de apoio oferecidos nas unidades teria uma economia de 28%, assim que fossem concluídas as obras.