Luciana Lóssio luta por mais poder feminino

O Brasil ainda é um país que tem pouca representatividade feminina no congresso nacional, temos 55 representantes do sexo feminino em relação aos 458 deputados federais homens, segundo uma pesquisa realizada pela União Interparlamentar (UIP, ou IPU em inglês), uma organização responsável por supervisionar os parlamentos dos países, dos 190 países analisados o Brasil se encontra na posição 116º estando atrás de países como Azerbaijão, Iraque e Afeganistão, países que as mulheres por lei não tem muita benesse e igualdade entre homens de um modo geral, nas Américas somente perdemos para o Haiti.

Devido a essa desigualdade de gênero no poder, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), movido também por uma de suas ministras, Luciana Lóssio, conscientiza e promove movimentos para as mulheres aumentarem sua representatividade no âmbito tanto federal, quanto municipal e estadual, “Na vida econômica e no mercado de trabalho, a mulher já está inserida praticamente na metade da força de trabalho brasileira, dizem os estudos na área econômica. Mas na política, a mulher ainda representa pouco mais 10% dos mandatos na Câmara e no Senado”, destaca o ministro Toffoli em reunião no ano passado. A Lei das Eleições determina que o TSE deve promover propaganda em rádio e televisão, além de peças em mídias sociais para incentivar a participação feminina no poder.

Antes das eleições de 2016, Luciana Lóssio, que luta pela maior inserção das mulheres no mundo do direito, foi deliberada a ocupar o cargo de presidente na “VII Reunião Ibero-americana de magistradas eleitorais: igualdade de gênero e democracia” na associação de mesmo nome por um ano, que ocorreu entre os dias 17 e 18 de março, em Brasília. A organização é um meio que as magistradas possam socorrer, auxiliar e proteger o direito das mulheres na política e colocar em ação as pautas das reuniões anuais.

Apesar de tudo isso temos no TSE um exemplo a ser seguido por todas as mulheres, Luciana Lóssio, que nos representou na última Reunião Interamericana de Autoridades Eleitorais, em sua XI edição, durante os dias 20 e 21 de outubro do ano de 2016. A reunião foi realizada na Cidade do México e promoveu uma troca de experiências e informações entre autoridades eleitorais do hemisfério das instituições organizadoras e avaliadoras de eleições das Américas. Uma das conferências foi dada sobre a “Democracia interna dos partidos políticos” conduzida pela meritíssima juíza María del Carmen Alanis, do Tribunal Eleitoral do Poder Judicial da Federação Mexicana, a discussão acerca do tema foi presidida pelo diretor do DECO, Gerardo de Icaza. Participaram 23 países que compartilharam técnicas sobre processos eleitorais distintos e sobre processos democráticos relativos a cada país.

Um pouco do perfil da advogada Luciana Lóssio mostra que sempre esteve na luta pelas mulheres, desde a primeira vez que ascendeu ao TSE em 2011, como ministra substituta, foi a 1ª mulher a ocupar o cargo, segundo juristas e profissionais da área, essa foi uma grande e importante conquista para as mulheres e seu reconhecimento no mercado do direito, por seu trabalho e dedicação voltou ao cargo em 2013 como Ministra Titular do Tribunal Superior Eleitoral, também é conselheira do Conselho Nacional dos Direitos Humanos desde 2014, indicada pelo ministro Ricardo Lewandowski, ministro do Supremo Tribunal Federal, Luciana Lóssio também atua como professora na área do direito e é hoje um dos notáveis nomes do Direito Eleitoral no Brasil.

 

 

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