Flavio Maluf noticia sobre a CinemaCon 2017 que não teve a participação da Netflix

Durante a edição desse ano do CinemaCon, principal evento relacionado a indústria do cinema dos Estados Unidos, que conta com a participação de cerca de cinco mil executivos e donos de cadeias de cinemas, os estúdios reafirmaram a ideia de que o grande inimigo da indústria cinematográfica é a Netflix, informa Flavio Maluf.

Essa batalha entre a indústria do cinema e a Netflix pode ser interpretada como uma releitura do que aconteceu durante a década de 50, quando o grande inimigo da indústria de filmes era a televisão. Nessa época, os executivos também tiveram que encontrar soluções sobre como competir com um entretenimento gratuito e que pode ser acessado dentro de casa, como era o caso da televisão. Nas décadas seguintes, esse fenômeno se repetiu várias vezes com o video cassete, DVD, TV a cabo e, mais recentemente, com os serviços de streaming como a Netflix.

Atualmente, com a internet e o avanço da banda larga para um número cada vez maior de pessoas, muitos canais de televisão já estão investindo em versões online de sua programação, o que reforça essa tendência de oferecer cada vez mais conteúdo inédito para o público através de plataformas online, noticia Flavio Maluf.

Para não ficar para trás, a indústria do cinema precisa continuar se renovando constantemente para permanecer atrativa aos olhos do público. Nesse aspecto, um dos destaques apresentados na CinemaCon foram os assentos interativos, que prometem incorporar uma realidade virtual cada vez maior com o intuito de oferecer uma “experiência de imersão completa” nas salas de cinema, tudo isso através de assentos que balançam, tremem e jogam fumaça, por exemplo.

Contudo, em relação aos serviços de streaming, os analistas desse mercado garantem que a indústria cinematográfica terá que se adaptar a essa nova realidade para permanecer lucrativa. Isso significa que todos os filmes irão ter eventualmente os seus direitos vendidos para serem exibidos através de plataformas como a Netflix, a única questão sendo quando e por quanto isso será feito, reporta Flavio Maluf.

Alguns dias antes da realização do CinemaCon 2017, alguns sites norte-americanos divulgaram a notícia de que vários estúdios de cinema estavam considerando a hipótese de lançar os seus filmes de modo quase simultâneo ao que acontece nas salas de cinema, nas plataformas online, cobrando uma espécie de “ingresso virtual” do público. Porém, a ideia repercutiu muito mal entre os donos de cinemas, que rejeitam esse tipo de acordo.

O fato de ser considerada a maior ameaça atualmente pelos estúdios fez com que a Netflix não participasse da CinemaCon. Com cerca de 94 milhões de assinantes em todo o mundo, a plataforma já consegue arcar com a produção de um número cada vez maior de filmes, o que a torna cada vez mais poderosa nesse mercado e, consequentemente, mais ameaçadora aos olhos da indústria cinematográfica, informa Flavio Maluf.

Em contrapartida, a Amazon, um dos serviços de streaming rivais da Netflix, compareceu a CinemaCon, principalmente por adotar uma postura apaziguadora com os estúdios. Ao contrário da Netflix, a Amazon não tenta disponibilizar os filmes de forma rápida em sua plataforma, o que faz com que ela seja mais bem vista pela indústria e inclusive concorra com suas produções originais nos eventos mais importantes do cinema mundial, como o Festival de Cannes e o Oscar, noticia o empresário Flavio Maluf.

 

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