ONU se reúne para discutir o ataque com armas químicas sobre a Síria

No dia 5 de abril de 2017, um dia após o ataque químico na Síria, foi realizada uma reunião do conselho de segurança da ONU em Nova York para discutir uma resolução condenando o ataque químico. Segundo o observatório Sírio dos direitos humanos, 72 pessoas morreram incluindo 20 crianças. Essa reunião foi pedida no dia 4 de abril, em caráter emergencial pela França e pelo Reino Unido logo após o ataque no noroeste da Síria.

Todos os países que falaram na reunião, condenam o uso de armas químicas e todos acham que os responsáveis devem ser punidos. O que eles não concordam é de onde partiu esse ataque, de que lado da guerra esse ataque surgiu e de quem deve ser cobrado a responsabilidade por tantas mortes, inclusive a morte de muitas crianças.

Os Estados Unidos, a França e o Reino Unido, culpam o governo Sírio. A China não culpou ninguém, mas pediu uma investigação. A Rússia chegou com uma história nova, ela acusou os rebeldes pelos ataques químicos e criticou a tentativa de aprovar uma resolução que chamou de obsessão em tirar Bashar al-Assad do poder.

A embaixadora americana na ONU Nikki Haley, não só acusou o massacre, mas ela ficou em pé e mostrou fotos de crianças mortas no ataque de terça-feira. Depois ela perguntou: Quantas crianças têm que morrer até que a Rússia se importe? Nikki Haley também disse que se eles não tomarem nenhuma resolução aqui, os Estados Unidos podem agir sozinho. A Rússia também deu mais detalhes de como acredita que esse ataque aconteceu.

O porta-vos do ministério da defesa da Rússia, Igor Konashenkov, culpou os rebeldes pelo ataque químico. O general afirmou que os aviões Sírios bombardearam um depósito militar dos rebeldes, onde segundo ele, eram produzidas armas químicas. Konashenkov disse que foi isso que provocou o vazamento de gás tóxico sobre a cidade de Khan ShayKhun na manhã do dia 4 de abril.

O ministro das relações exteriores do Reino Unido Boris Johnson, disse que todas as evidências até agora apontam a responsabilidade para o regime de Bashar al-Assad. Em um comunicado o secretário de Estado americano Rex Tillerson, exigiu que a Rússia e o Iran usem a influência sobre al-Assad para impedir que esse tipo de ataque horrível aconteça novamente.

O ministro da saúde da Turquia, Recep Akdag, disse que cerca de 30 pessoas chegaram da Síria para receber tratamento em hospitais turcos. Dois pacientes morreram. Ele disse também que os médicos encontraram evidências de que foi um ataque químico e todas as informações estão sendo enviadas a Organização Mundial de Saúde – OMS. Espera-se que nos próximos dias a ONU faça um pronunciamento público sobre novas evidências deste horrível ataque.

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