Uma conversa sobre ortopedia com Sergio Cortes

A ortopedia é a especialidade médica que se ocupa do funcionamento do aparelho locomotor. Seu campo de estudo e sua área de intervenção estão relacionados aos sistemas muscular e esquelético, que são os principais responsáveis pelos movimentos corporais dos seres humanos. Historicamente, segundo destaca o médico ortopedista Sergio Cortes, atividades de paleontólogos encontraram evidências de intervenções de cunho ortopédico desde épocas bastante remotas, com sinais de sua presença já na era primitiva. Sergio Cortes reporta resultados de trabalhos desenvolvidos por pesquisadores que encontraram fósseis com ossos bem preservados nos quais são evidentes as marcas de que fraturas sofridas haviam passado por processos de consolidação cujo resultado havia sido um alinhamento perfeito, conseguido, muito provavelmente, a partir da utilização de algum sistema rudimentar de imobilização. De lá para cá, as coisas evoluíram bastante, com avanços que têm permitido, por exemplo, a utilização de células tronco na regeneração de tecidos cartilaginosos, ou, ainda, o emprego de cerâmicas de resistência superior à do aço (ligas de ferro e carbono) para a confecção de próteses e órteses de diversas partes do corpo humano. Como sabemos, trabalhar com todas essas novas técnicas e novos materiais está longe de ser tarefa trivial. Ao contrário disso, exige mão-de-obra muito bem formada academicamente e muito bem treinada na prática constante. Aqui no Brasil, a capacitação profissional em ortopedia é atestada pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT, que organiza periodicamente exames para os médicos interessados em receber o título de especialista. No tocante à importância da pesquisa aplicada, Sergio Cortes cita o trabalho de Valéria Sachi Magazoni para destacar a importância que os estudos desenvolvidos no início do Século XX tiveram para que a ortopedia passasse a ter a importância que possui hoje. Ele destaca, a título de exemplo, o enorme salto que a especialidade experimentou a partir da descoberta dos Raios-X e da disseminação de sua utilização. E esse foi apenas o começo de uma verdadeira revolução, com reflexos diretos e cada vez maiores na vida das pessoas. O mais importante quanto a esse progresso é o fato de que cada vez mais pacientes estão sendo beneficiados com o alargamento das possibilidades de tratamento, especialmente no que tange a ações imediatas em resposta a situações de trauma físico. Nesse aspecto em particular, o médico Sergio Cortes destaca a preocupação manifestada por outro profissional da área, o Ortopedista Carlos César Vassalo, que afirma ser de quase 6 milhões a quantidade de mortes por traumas físicos provocados por acidentes de trânsito, impacto de objetos, agressões, quedas etc, fazendo com que esse tipo de situação alcance a posição de terceira causa de morte no cômputo geral, segundo a Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Traumatizado (SBAIT). Sergio Cortes mencionou também pesquisa publicada pelo jornal Correio Braziliense, em que destaca-se a evolução das técnicas de produção de próteses no exterior. Sobre o tema, há notícias de grande avanço, especialmente na Austrália, especificamente na Universidade de Tecnologia de Queensland, com pesquisas sendo desenvolvidas sob coordenação da professora e pesquisadora da instituição, Mia Woodruff.

 

Live-Actions: A Grande Aposta da Disney Para os Próximos Anos

Sendo uma das indústrias mais lucrativas do planeta, os grandes estúdios cinematográficos de Hollywood estão sempre procurando por meios de tornar seus filmes mais atrativos para o grande público e conseguir como resultado um lucro mais elevado.

A produção em massa de filmes voltados para um determinado público é um dos modos mais seguros de garantir esse lucro. Os filmes de super-heróis são o maior exemplo atual desse método, mas uma nova subcategoria lucrativa começou a aparecer nos últimos anos: a adaptação em live-action de filmes que originalmente eram conceituadas animações.

Como não podia deixar de ser, é a Disney a maior interessada nessa ideia. Já houve alguns experimentos nos anos anteriores, como o filme Alice no País das Maravilhas (2010) e Alice Através do Espelho (2016), adaptações em live-action da história de Alice, imortalizada na animação da Disney, de 1951. Houve também o filme Malévola (2014), estrelado por Angelina Jolie, que conta a história da Bela Adormecida sob o ponto de vista de sua vilã, assim como o filme Cinderela de 2015, com Lily James na pele da icônica personagem de contos de fada; mais recentemente, em 2016, também houve o lançamento de Mogli: O Menino Lobo, versão em live-action da famosa animação da Disney.

O mais recente live-action da Disney é A Bela e a Fera, lançado em março de 2017 e que liderou com folga a bilheteria internacional em nacional em diversos países. Estrelado por Emma Watson no papel de Bela, o filme teve uma alta expectativa que pareceu não ter frustrado seus ansiosos fãs. E foi com o lançamento desse filme que ficou claro que as adaptações de live-actions é o novo mercado no qual a Disney deseja investir; já se espalham na internet notícias sobre a produção dos live-actions de O Rei Leão e Mulan, além do anúncio de que serão produzidos ao menos mais dezessete filmes de live-action nos próximos anos.

Há vários motivos para o rápido sucesso e aceitação da produção desses filmes pelo grande público, mas o maior dos fatores é certamente a nostalgia. Ao transformar em realidade palpável essas histórias tão conhecidas, esses filmes apelam para os sentimentos e a nostalgia de seus fãs, que querem comparar todos os detalhes de cada produção, que vão desde a similaridade dos atores com seus personagens até a reprodução dos cenários animados, transpostos em realidade.

Mas seja qual for o motivo que atraía o público para esses filmes, é certamente um negócio lucrativo; apenas duas semanas após sua estreia, A Bela e a Fera já havia faturado mais de 500 milhões de dólares.

 

Confira aqui o trailer legendado de A Bela e a Fera.