A China já injetou quase R$60 bilhões no Brasil

 

Nos últimos 3 anos, o Brasil vem recebendo um grande volume de dinheiro originado da China. Ao comparar todos os compradores de países estrangeiros que adquiriram ou absorveram alguma empresa brasileira, 30% dessas operações são efetuadas por companhias chinesas. Nesses 3 anos, os chineses injetaram cerca de R$ 60 bilhões no Brasil. Eles ultrapassaram os norte-americanos que eram tradicionalmente os lideres gringos nesse tipo de negócio.

Em 2016, empresários da china gastaram quase R$25 bilhões comprando ativos no Brasil, aproximadamente o dobro se comparado com os quase R$13,5 bilhões aplicados pelos norte-americanos no mesmo ano. Nos primeiros 6 meses de 2017, isso ocorreu novamente. Quase R$18 bilhões dos chineses contra R$12,3 bilhões dos norte-americanos.

Na opinião dos bancários, essa tendência chinesa deve continuar ao longo de 2017, podendo ser superior ao ano anterior. Eles disseram ainda, que nada indica uma retração desses investimentos no Brasil, e que provavelmente eles vão continuar com relevantes investimentos pelo menos ate o final do ano que vem.

A maior parte dos negócios concretizados pelos chineses está no setor de energia, de modo que apenas 3% das suas transações estão em outros segmentos. No entanto, indícios mostram que isso irá mudar. Existe uma tendência de investimentos em infraestrutura. Um setor que desde 2011 sofre retração. Foi anunciado recentemente que empresários da China adquiriram quase a totalidade do Terminal de Contêineres de Paranaguá, divulgada pelo valor de quase R$3 bilhões.

“Vemos os investimentos chineses acontecendo em ondas. Primeiro, eles entraram em recursos naturais, depois energia e agora infraestrutura, principalmente portos e aeroportos”, Explicou o diretor de banco de investimentos do Itaú BBA, Roderick Greenlees, que ainda ressaltou que eles ofereceram esse ano mais consultoria para executivos chineses que em 2016.

Apesar de toda essa expectativa, o governo da China criou novas regras e diretrizes para desestimular a saída do capital para o exterior. No entanto, essa divulgação não deve alterar o movimento desses recursos para o Brasil, ao menos os setores de infraestrutura e energia ainda absorverão investimento chinês.

Isso porque as áreas que o governo da China visa desestimular são outras. Em agosto de 2017 o governo desse país especificou que criara medidas para dificultar investimentos na área de imobiliária, hoteleira, cinematográfica, de entretenimento e em equipes esportivas.

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