UberEats sugere serviço promocional em campanha machista na Índia

Em uma nova campanha realizada pela empresa Uber na Índia para promover o UberEats, seu serviço de entrega de comidas, a empresa afirmou que cozinhar é tarefa feminina, porém de uma forma ainda mais machista. Claro que como toda ação há uma reação, a campanha da empresa foi por água abaixo e acabou indignando grande parte de seus consumidores.

A campanha foi ao ar no dia 17 de setembro na mídia nacional da Índia, onde a empresa convidou os seus consumidores a celebrar o “Dia da Apreciação da Esposa”. O convite da empresa para que seus consumidores celebrassem a data era de que o serviço UberEats fosse solicitado em prol de um dia de folga da cozinha para as esposas.

Durante a campanha, a seguinte mensagem foi exibida fazendo o apelo aos consumidores: “Queridos maridos, um gentil lembrete – hoje é Dia de Apreciação à Esposa! Peça pelo UberEats e deixe sua esposa tirar uma folga da cozinha.”

A campanha promoveu no dia em questão um código promocional chamado de “nocookingday” (que em português quer dizer, dia de não cozinhar). Os usuários cadastrados no serviço que aproveitaram a promoção tiveram o desconto de 100 rúpias (equivalente a R$ 5) em pedidos de comida com valor mínimo de 400 rúpias (equivalente a R$ 19,50).

Em resposta a campanha um usuário do Twitter questionou os executivos da Uber sobre o machismo empregado na campanha. A mensagem do usuário foi enviada para o CEO Dara Khosrowshahi e para a diretora executiva da marca, Bozama Saint John.

Outra pessoa que ficou extremamente revoltada com a campanha foi uma das principais executivas da Uber. Ao receber a mensagem do usuário do Twitter, a diretora da marca disse a respeito: “Isso é completamente inaceitável. Nós daremos um jeito nisso”.

No mesmo dia do ocorrido a Uber cancelou a campanha realizada para o Dia da Apreciação da Esposa e se desculpou a todos que ficaram revoltados com as palavras usadas pela empresa.

Campanhas que citam que o lugar da mulher é na cozinha são muito comuns, ainda mais na Índia que possui uma certa restrição dos diretos das mulheres. Mas as empresas têm trabalhado cada vez mais para que suas campanhas quebrem os estereótipos usados e assim possa dar o mínimo de igualdade para os homens e as mulheres.

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