A operação em baixa do cobre, no fim de setembro, dada a fraqueza do minério de ferro

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Às vezes, tratando-se de mercado, a queda no preço de um produto acaba por repercutir nos preços de outros produtos correlacionados. Esse parece ter sido o caso recente da operação dos futuros de cobre, em baixa tanto em Londres quanto em Nova York, dada a forte queda ocorrida com os preços do minério de ferro. Em suma, uma queda que acabou por prejudicar a demanda por metais básicos, de forma geral.

Para se ter uma ideia de como andavam, nas últimas semanas do mês de setembro deste ano, 2017, deve ser salientado, quanto ao principal contrato de minério de ferro, que, vale lembrar, é negociado na bolsa de commodities de Dalian (China), o acúmulo de perdas que teve, chegando-se a até mais de 20%, como foi noticiado. Isso, é importante ressaltar, referindo-se ao pico que o mesmo atingiu ainda durante o mês agosto deste ano. Assim, pode-se, inclusive, definir a partir daí uma entrada no chamado “território baixista”.

Mais detalhadamente, podemos destacar a ocorrência da queda do cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME). Essa referida queda deu-se exatamente no dia 25 de setembro, por volta das 7h15, no horário de Brasília. E assim, caindo em proporção de 0,29%, chegou-se ao preço de US$ 6.458,00 por tonelada, naquela ocasião.

Continuando com a precisão temporal, às 7h45 do mesmo dia, segundo novamente o horário de Brasília, ocorria um recuo na Comex, que é a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), de 0,22% quanto ao cobre para entrega em dezembro. Assim então chegou-se, na ocasião, aos US$ 2,9380 por libra-peso. Enquanto que, tratando-se do índice DXY do dólar, houve um ganho de força nos negócios da manhã, e isso levou a um inevitável desencorajamento por parte dos investidores, ao menos entre os que utilizam outras moedas a comprar futuros tanto de cobre quanto de outros metais.

E quando falamos em “outros metais”, na LME, devemos pontuar que houve uma espécie de generalização das perdas, segundo Dow Jones Newswires, já que a queda do alumínio, por exemplo, foi de 0,95%, no exato horário já indicado no caso anterior, chegando-se a US$ 2.193,00 por tonelada. Por sua vez, o estanho cedia 0,12%, assim ficando em US$ 20.570,00 por tonelada; e o níquel, com perda de 1,27%, por outro lado, em US$ 10.500,00 por tonelada. A queda do chumbo foi menor, ao menos, com seus 0,10%, ficando em US$ 2.486,00 por tonelada; cabendo assim, como única exceção, em nível de mercado inglês, lembrar o caso do zinco, com sua subida de 0,77%, chegando a US$ 3.084,50 por tonelada.

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