Pesquisadores descobrem um método de diferenciar as diversas etnias da África

Apesar da grande maioria das pessoas simplificarem a África como um continente predominantemente de negros, existe uma grande diversidade de tons de pele nos mais de 50 países africanos. Muitos grupos de cientistas se empenham para conseguir criar formas eficientes para efetuar a identificação das diversas raízes étnicas que existem nesse continente, tal informação pode colaborar para descobrir a origem da humanidade.

Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia conseguiram desenvolver um método para diferenciar o DNA das diversas “paletas” de pele que compõe o berço da humanidade, além do valor antropológico eles afirmam que esse trabalho pode contribuir na identificação de riscos genéticos específicos de cada tipo dermatológico.

A pesquisa foi publicada na revista Science que explica a razão de alguns habitantes africanos terem uma tonalidade de pele tão “brancos” como asiáticos, ao mesmo tempo em que muitos outros são dotados de uma cor muito escura. Segundo Sarah Tishkoff, principal autora desse trabalho, as mudanças genéticas provêm antes da antiguidade, ela disse que o Homo sapiens contemporâneo evoluiu há 3 centenas de milhares de anos.

Essa equipe de pesquisadores fez uma separação em categorias, levando em consideração a variação de pigmentações africana. Sarah através de um método que utiliza um medidor de cor que trabalha com a reflexão luminosa da pele analisaram mais de 2 mil africanos oriundos de diversas raízes étnicas. Os grupos originários da região do Nilo, localizado no leste do continente, possuem cor de pele mais escura, enquanto os pertencentes ao sul da África possui pigmentação de pele mais clara.

Após esse primeiro método, os pesquisadores trabalharam em amostras de DNA de mais de 1,5 mil voluntários, e assim conseguiram cerca de 4 milhões de polimorfismos de nucleotídeos únicos. Com essas informações eles foram capazes de relacionar as mutações com as diversas colorações de pele. Sarah Tishkoff ressaltou que uma variação dessas mutações se relaciona com a pele clara dos europeus e sul-asiáticos, que ela acredita que surgiram há mais de 30 mil anos.

“… é possível que existisse uma única fonte africana que continhas variantes genéticas associadas com a pele clara e escura…”, disse a pesquisadora.

 

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