Trabalho sem pagamento é denunciado nas etiquetas da empresa Zara

Em geral quando uma empresa reconhecida no ramo em que atua está descumprindo alguma lei, a sua atuação e a sua imagem no mercado fica comprometida.

A empresa Zara, conhecida por suas roupas mais sofisticadas, em Instambul, Turquia, teve algumas roupas de seu vestuário etiquetadas com avisos dos funcionários para os clientes. Nos recados as mensagens faziam um protesto acerca das condições injustas de pagamento que a empresa estava praticando.

De acordo com a Associated Press, quem estava produzindo as roupas que vieram etiquetadas com os dizeres foi a empresa terceirizada Bravo Tekstil. As informações da agência americana Associated Press confirmam que a empresa teve as suas portas fechadas no fim de semana.

As mensagens de protesto nas etiquetas das roupas alertavam para o atraso de três meses nos salários e reivindicavam direitos trabalhistas. O pequeno texto dizia que o produto que o cliente iria comprar tinha sido produzido por um trabalhador que não recebeu o pagamento por seu trabalho. Os abusos incentivaram os clientes a apoiarem uma campanha para que os funcionários recebessem os seus pagamentos.

A Zara não comete pela primeira vez violações contra os direitos trabalhistas, a empresa tem históricos em polêmicas relacionadas ao trabalho escravo e a danos ambientais. A empresa no Brasil teve que firmar um novo Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho, por razão do descumprimento do acordo que havia sido feito em 2011.

O acordo que foi aceito no mesmo ano foi uma reação às condições degradantes nos serviços da produção de roupas, onde 15 trabalhadores foram encontrados em situações que violam as leis trabalhistas.

Apesar do acordo ser firmado, fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego verificaram o descumprimento de algumas cláusulas.

A empresa Zara teve que investir R$ 5 milhões em projetos sociais devido à responsabilidade jurídica da qual estava comprometida ser violada. O documento que foi firmado ocasiona uma carga maior de violação em casos de confirmação de trabalho escravo ou análogo à escravidão.

Em fevereiro deste ano, um termo foi proposto pelo Ministério Público do Trabalho e teve a sua homologação dia 10 de maio, obrigando a rede de roupas a fazer a anotação de contratos nas carteiras dos trabalhadores que tiveram seus direitos desrespeitados.

 

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