Intercâmbio entre países de língua portuguesa discute alimentação mundial

O Brasil teve como representante na 44ª Sessão do grande “Comitê Mundial de Segurança Alimentar”, Silvio Pinheiro, presidente do FNDE“Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação”. O evento ocorrido em Roma no final de outubro de 2017, também contou com a presença de José Fernando Uchôa, diretor de ações educacionais do FNDE e da Coordenadora-Geral do Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE, Karine Santos, representando o Brasil. Os representantes brasileiros neste encontro discutiram sobre melhores condições da alimentação em todo o mundo, obesidade e desnutrição mundial.

Pinheiro explicou que no Brasil, a alimentação escolar passou por algumas medidas que visam o combate à obesidade das crianças. Houve a proibição de certos alimentos que são considerados ‘obesogênicos’, como sucos artificiais, refrigerantes e outras bebidas que apresentem um baixo valor de nutrição para os alunos. Além disso, embutidos, doces e enlatados também deixaram de ser comprados pelo governo federal.

Os representantes brasileiros no evento também apontaram para a criação do Grupo de Trabalho em Nutrição e Sistema Alimentares, que tem como objetivo o desenvolvimento dos processos entre os países da CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, que também busca a garantia do direito que todo o ser humano tem a uma alimentação adequada. Os representantes de Angola, Cabo Verde, Moçambique, Timor Leste, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe e Portugal, tiveram presentes e debateram as ideias. A ocasião foi propícia para o firmamento da parceria entre o FNDE e a FAO – Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação.

Uma lei que obriga a compra de alimentos da agricultura familiar foi implantada em 2009 no Brasil, sendo que deverão ser de garantia no mínimo 30% dos recursos orçamentários destinados à compra de alimentos produzidos por pequenos produtores. Em média, são injetados nas economias municipais US$ 400 milhões em agronegócio familiar. Em outubro deste ano, o FNDE em parceria com o Sebrae, passou a implementar cursos e seminários que irão estimular cada vez mais a agricultura familiar em todo o país. O objetivo desta parceria é proporcionar cada vez mais a possibilidade de pequenos produtores agrícolas se capacitarem e fornecer alimentos às escolas públicas do país.

 

Unidades de conservação federais tem 28% de queda de desmatamento

As unidades de conservação federais registram uma queda no desmatamento de 28% entre os meses de agosto de 2016 a julho de 2017 com um total de 159 km². Anteriormente o período havia marcado 221 km², de acordo com informações do Prodes, o Projeto de Desmatamento e Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal, divulgados por José Sarney Filho, ministro do Meio Ambiente na 23ª Conferência das Partes.

Desde de 1997, essa foi 2ª menor taxa em relação às unidades de conservação. Para Sarney, esse número é devido a fortificação do comando e controle na região. Sarney diz que essa era uma queda esperada, pois verifica o poder de polícia dos órgãos federais de fiscalização com uma base financeira, humana, tecnológica, informacional e logística maior.

O estado do Pará registrou uma diminuição de 65% na Floresta Nacional do Jamanxim, o maior registro das unidades de conservação. No Acre, a reserva Extrativista Chico Mendes registrou queda de 36% no desmatamento. “A diminuição também foi mais abundante que o desmatamento em toda a região Amazônica, que foi de 16%, de acordo com informações do Prodes”</i> relata o presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, Ricardo Soavinski. Segundo ele o desmatamento em unidades conservação federais tem apenas 2,4% de representação do total de desmatamento da Amazônia.

A Noruega, é o principal país doador de recursos ao Fundo Amazônia, na ocasião reconheceu os resultados que o Governo alcançou e se mostrou orgulhosa pela parceria que já dura uma década. O ministro do Clima e Meio Ambiente da Noruega, Vidar Helgensen, disse que não existe dúvidas de que os brasileiros estão se esforçando na questão do clima global. A Noruega encoraja o Brasil para um caminho de conservação florestal.

O Brasil recebeu esforços de caixa para a redução do desmatamento no país. A Alemanha irá enviar 235 milhões adicionais para o Brasil, sendo um pouco mais da metade destinadas ao Fundo Amazônia, que o país vem colaborando desde de 2010. O restante do dinheiro servirá de financiamento de projetos de manejo sustentável das florestas no estado do Acre e Mato Grosso.

 

O presidente boliviano ameaça expulsar diplomata americano do país

Evo Morales, presidente boliviano, está ameaçando expulsar do país o responsável pelos negócios americanos na Bolívia, Peter Brennan, que ocupa o mais alto cargo da diplomacia dentro da embaixada na capital La Paz, acusado de estar do lado da oposição boliviana, conspirando juntamente com eles.

O presidente declarou em um discurso feito aos bolivianos, que se o responsável pela embaixada americana na Bolívia continuar dando recursos para os membros da direita do país, prosseguindo com os planos conspiratórios, ele não irá hesitar em expulsar o diplomata do país.

Peter Brennan, é o diplomata com o mais alto cargo em função na capital boliviana, depois que Evo Morales  expulsou o embaixador americano  Philip Goldberg em 2008, tendo sido acusado também de estar conspirando com a direita do país. Os Estados Unidos desde então, não nomearam outro embaixador para assumir a embaixada americana na Bolívia.

O presidente esquerdista Evo Morales, não explicou os detalhes das ações realizadas por Peter Brennan, mas ele há algum tempo tem sido alvo de diversas críticas, envolvendo as diversas esferas do governo boliviano, graças à sua posição sobre assuntos políticos, como no caso da crise recente na Venezuela.

Ele ainda disse que foi na embaixada americana no país, onde estavam preparando um ataque ao governo boliviano,

O presidente boliviano Evo Morales ainda citou o que aconteceu com o Ministro do Interior do país, Carlos Romero, que foi associado pelos opositores ao proprietário de um clube da segunda divisão de futebol do país, Pablo Ramos, que foi preso por tráfico de drogas depois de investigações dos policiais bolivianos.

A oposição fez denúncias contra o governo, citando a associação dele em ocorrências de corrupção dentro de empresas estatais.

Evo Morales ainda declarou, que os membros da direita não sabem como vão atacar o governo, e que ele acredita que quem ajuda esses opositores nesse ataque, são os membros da embaixada americana no país.

O presidente expulsou também em 2008 a DEA, que é a agência antidrogas e em 2013, foi a vez da USAID que é um programa de ajuda, usando os mesmos argumentos de que existia uma suposta conspiração deles contra o governo.