Melhora da economia no país ainda não foi sentida entre as classes C e D

Após a deflação de 4,6% no preço dos alimentos entre os meses de janeiro a outubro do ano passado, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas apurou um crescimento na economia no último trimestre. Porém, essa melhora ainda não foi sentida entre a classe C e D, de acordo com dados de uma pesquisa realizada pelo Instituto Plano CDE, especializado no comportamento do consumo das famílias dessa classe.

O diretor do Plano CDE, Mauricio de Almeida Prado, disse que após 3 anos de recessão intensa, os delicados sinais de ânimo recentes não chegaram ao radar da população. A avaliação das famílias em relação a sua situação financeira se manteve ruim da mesma maneira que era em 2015, quando a crise financeira estava no auge com uma retração do Produto Interno Bruto de 4%.

A preocupação é explicada devida a composição da renda das famílias, que costuma ser fortemente influenciada por componentes informais. Sendo assim, o consumidor da classe C não tem uma posição sólida. Se acaso uma pessoa da família perca o emprego, eles podem passar da classe C para a D ou E de um mês para outro.

Um forte item que pesa nos gastos da baixa renda, a cesta básica, não foi suficiente para que a deflação dos alimentos apresentasse melhora na falta de postos de empregos em periferias.

Apesar de 6% concordarem que os preços pararam de subir quando questionados, outros 68% discordam completamente. A maioria das pessoas disseram ter medo do desemprego e possuírem uma dificuldade em manter suas reservas de emergência para o pagamento de dívidas.

A maioria dos entrevistados pelo Plano CDE, disseram ter visto seus gastos aumentando, as dívidas se acumulando e as contas atrasando.

A pesquisa também mostrou que desde 2015, os processos de cortes de gastos andam lentos na população da classe C e D e só aumentaram. Os gastos com supérfluos fora de casa principalmente, estão sendo limitados. No ano passado, de acordo com o levantamento, os principais itens cortados foram as refeições fora de casa, lazer e serviços de estética. Alguns trocaram passeios no shopping pelo lazer dentro de casa.

 

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