Planejar e pesquisar ajuda a economizar na compra do material escolar

O ano mal começou e as contas já estão chegando na casa dos brasileiros, tem o IPTU – Imposto Predial e Territorial Urbano, e ainda o IPVA – Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores, que são entregues anualmente. Essas são as duas contas que mais pesam no início do ano, mas a lista de gastos para o mês de janeiro não termina por aí para quem tem filho em idade escolar.

No mês de dezembro de 2017, a Fundação Procon-SP realizou uma pesquisa na cidade de São Paulo e identificou que a variação de preço dos itens que compõem a lista de material escolar chegou a 260% quando o mesmo item foi pesquisado em mais de uma loja. O que significa que o preço tem oscilado bastante, mais do que o período de 2016/2017.

Sendo assim, os pais devem sempre optar por pesquisar bastante na hora de comprar o material escolar dos filhos. Contudo, esta não é a única dica para quem quer economizar e ao mesmo tempo agradar os filhos com itens que eles gostem. O advogado Igor Marchetti do Idec – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, e o educador financeiro Reinaldo Domingos do canal do YouTube “Dinheiro à vista”, elaboraram algumas dicas para ajudar os pais nas escolhas certas para a compra do material escolar em 2018.

Segundo Reinaldo Domingos, o primeiro passo é ter um orçamento em mente. O educador financeiro explica que primeiro é preciso planejar, fazer contas e ver quanto de dinheiro os pais estão dispostos a gastar.  “Agora é um bom momento para fazer uma análise do seu próprio orçamento e ter uma primeira noção. É preciso saber o quanto custa antes de sair comprando”, disse Domingos.

Já o segundo conselho de Reinaldo Domingos é a pesquisa de preço. Segundo o educador financeiro, os pais não devem comprar nada antes de pesquisar em pelo menos três lojas. “É possível encontrar uma diferença de preço de 10% a 50%, se lembrarmos que a poupança paga 5% de rendimento ao ano, esta economia representa muito dinheiro”, destaca Domingos.

Na opinião do advogado Igor Marchetti, os pais também devem estar atentos aos itens da lista, pois as escolas não podem exigir a compra de uma determinada marca ou exigir que os pais comprem o material escolar na própria unidade de ensino.

Marchetti ainda explica que os itens não devem ser de uso coletivo da escola. “A lista de materiais não pode ter itens de uso coletivo como papel higiênico para o banheiro. Produto de higiene só pode ser pedido se vai ser utilizado pela criança. Produtos de limpeza não podem estar na lista porque são usados para a manutenção da escola”, disse Marchetti.

 

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *