Busca por crédito em 2017 teve seu maior nível nos últimos seis anos

De acordo com os dados do “Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito”, o número de consumidores brasileiros que realizaram simulações de crédito nas instituições bancárias e financeiras teve um aumento de 4,9% em 2017, em uma comparação com os dados de 2016. O estudo sobre a demanda por crédito foi publicado no dia 17 de janeiro deste ano.

Segundo o levantamento do Indicador Serasa Experian, o aumento de 2017 foi considerado o maior dentre os últimos seis anos. Diante da série histórica, que foi iniciada no ano de 2008, o ano de 2017 entrou para o registro do quarto ano com o valor mais elevado da demanda por crédito.

Os economistas da Serasa, que são responsáveis pela realização do estudo, acreditam que uma série de fatores foram fundamentais para que essa demanda por crédito aumentasse em 2017, dentre os fatores estão: aumento da renda real dos consumidores, recuperação dos níveis de confiança dos brasileiros, queda das taxas de juros cobradas pelas instituições que oferecem linhas de crédito, e o aumento das ofertas em torno das linhas de crédito.

Segundo os economista da Serasa, esses fatores explicam de forma significativa o aumento da demanda por crédito no último ano, principalmente por parte da população de baixa renda do país.

Os dados do levantamento indicaram que a demanda por crédito teve um crescimento de 15,2% entre os consumidores que recebiam até R$ 500 mensais em 2017. Já entre os valores mensais de R$ 500 e R$ 1.000, a demanda por crédito teve um crescimento de 4,6% no ano passado. Outra faixa de renda com crescimento na demanda por crédito foi a de R$ 1.000 a R$ 2.000, que registrou um aumento de 3,2% em 2017, comparado aos dados de 2016.

Além disso, o Indicador Serasa Experian revelou que a demanda por crédito teve um aumento maior nas regiões brasileiras consideradas menos desenvolvidas. As regiões e os respectivos aumento na demanda por crédito foram as seguintes: Nordeste, com 8,1% de crescimento; Norte, com 6,9%; Sudeste, com 5%; Sul, com 3,4%; e Centro-Oeste, com 0,2% de crescimento em 2017.

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